Oficina ‘Direitos indígenas e instrumentos de governança na Amazônia’
Projeto Poder das Conexões: Colhendo Lições e Fortalecendo Coalizões para a Conservação Amazônica
Organizadores e colaboradores





A Oficina
• Durante 4 dias, 21 participantes da oficina de 7 países se reuniram para trocar estratégias jurídicas inovadoras e lições aprendidas com suas experiências;
• Realizado em Quito, Equador de 26 a 29 de janeiro de 2026;
• Organizado pelo Programa de Conservação e Desenvolvimento Tropical da UF e pela Rede de Ciência Política e Relações Internacionais (CIPRI) do Equador, com apoio da Fundação Gordon e Betty Moore;
• Johanna Espín (Universidade da Flórida) foi a principal líder intelectual.



Objetivos da oficina
- Avaliar como os instrumentos de governança (regras, leis, políticas, estratégias) contribuíram para proteger vidas, territórios e direitos.
- Refletar sobre a eficácia dos marcos legais no avanço de políticas que protejam os direitos dos Povos Indígenas em todos os países amazônicos.
- Compartilhar estratégias inovadoras e replicáveis que fortaleçam a agência e a autodeterminação indígenas.
- Identificar os próximos passos para fortalecer coalizões em apoio aos direitos indígenas e à governança eficaz.
Dia 1 – Construindo comunidade
Dia 2 – Estabelecer bases comuns de conceitos-chave e estruturas nacionais (relação entre direitos indígenas e conservação, autodeterminação indígena, autogoverno territorial) e preparar-se para compartilhar experiências
Dia 3 – Compartilhe experiências e estratégias jurídicas inovadoras
Dia 4 – Discutir lições aprendidas, produtos potenciais e próximos passos coletivos
Meu papel tem sido como líder temática do workshop. O conceito deste workshop foi construído coletivamente com a equipe da Universidade da Flórida. Por vários meses, trabalhamos nas noções conceituais e em todo o conteúdo por trás do que abordamos aqui, especialmente sobre o uso da lei e dos direitos dos povos indígenas como instrumento para a defesa da Amazônia."
Johanna Espin
Associada de Pós-Doutorado, Universidade da Flórida
Estou muito feliz em fazer parte deste workshop e compartilhar algumas experiências em relação aos processos dos povos indígenas, focados na conservação ambiental. Como povos indígenas da Amazônia colombiana, estamos organizados em algo que chamamos de Macroterritório, que podemos comparar a uma província indígena. Nesse macroterritório existem quatro governos indígenas, que formalizaram um acordo cultural e político para garantir a integridade territorial e cultural, mas também para avançar no estabelecimento das entidades territoriais indígenas recentemente estabelecidas. Em 16 de dezembro de 2025, o presidente Petro pôde assinar esse decreto. Então, nesse sentido, meu papel é fornecer aconselhamento político a esse órgão macroterritorial, que agora é um espaço político reconhecido na Colômbia."
Antonio Matapi
Apoio político-técnico, Órgão de Coordenação dos Territórios Indígenas do Macroterritório Jaguares de Yurupari, Colômbia
Algo que chamou minha atenção no workshop foi aprender com a experiência colombiana, porque na Bolívia o reconhecimento dos direitos indígenas na reforma constitucional seguiu muito o modelo colombiano e tivemos conselheiros e técnicos que vieram ao país e então sabíamos que isso já havia sido parado há vários anos. Agora, estou muito satisfeito com o progresso apresentado e com a forma como eles foram organizados nas entidades territoriais autônomas."
Leonardo Tamborini
Diretor Executivo, Organização de Apoio Jurídico e Social ORE, Bolívia
A metodologia do workshop nos permitiu estabelecer uma conversa mais fluida e próxima, além de compartilhar melhor narrativas e explicar todos os temas de forma clara. Pude contribuir, com nosso exemplo [boliviano] da implementação do nosso próprio sistema de controle territorial e vigilância autossustentável no GIA TIM."
Juan Carlos Semo Moye
Coordenador, Governo Autônomo Indígena do Território Multiétnico Indígena (GIA TIM), Bolívia
Participants insights
Together, participants have reflected on the following key take messages:
- The Amazon’s cultural and knowledge diversity drives the shift from a linear economy to models that value socio-biodiversity. This transition fosters lasting positive impacts for both people and the planet.
- Promote financing that values nature and local communities, enabling responsible and resilient economic pathways. This requires addressing social inclusion gaps through stronger dialogue among communities, investors, researchers, and governments.
- SocioBioeconomies must be environmentally responsible, socially and financially fair, and inclusive across genders and generations. At the same time, they should generate returns comparable to or greater than the conventional economy.
Apreciei a troca, aprendendo sobre experiências de outros países em direitos indígenas e estratégias inovadoras. Além disso, a interseção entre direitos indígenas – especialmente a autonomia – e conservação."
Luisa Fernanda Bacca
Co-Diretora, Instituto Panamazônico
Eu gostei muito da interação dos participantes, em especial os diálogos sobre as diferentes estratégias para enfrentamento das ameaças e empoderamento dos povos indígenas. A maneira como as dinâmicas se realizaram foram essenciais par que essa interação ocorresse. Por elas foi possível conversar com todos os colegas e obter muitas informações sobre os funcionamentos das instituições e da gestão dos territórios em cada um dos países.''
Rafael Martins da Silva
Procurador da República, Ministério Público Federal do Brasil
Esta oficina é a quinta das cinco oficinas temáticas distintas implementadas em 2025-26 na bacia amazônica sob o projeto Poder das Conexões.
Em um contexto de mudanças constantes e imprevisíveis na Amazônia, o projeto Poder das Conexões baseia-se em ideias pragmáticas de conservação de anciãos e jovens indígenas pan-amazônicos, do setor privado, pesquisadores, financiadores, autoridades governamentais e profissionais do direito. O projeto oferece plataformas e processos para compartilhar o que tem trabalhado para consolidar e expandir a proteção das terras e povos amazônicos. Aproveitando sua inteligência coletiva e empregando seu conhecimento e coalizões conquistadas com esforço, os participantes abordam os desafios mais urgentes da bacia hidrográfica e de maneiras que honram a integridade territorial e cultural e fomentam sinergias pragmáticas entre a sabedoria ancestral e os contextos contemporâneos.
O Projeto Poder das Conexões é liderado pelo Programa de Conservação e Desenvolvimento Tropical (TCD) dentro do Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade da Flórida (UF). TCD tem orgulho de colaborar com a Fundação Gordon e Betty Moore, que financiou este projeto e o site.
Perguntas e comentários
Entre em contato
Contato: tcd@latam.ufl.edu
Website: https://amazonconservationconnections.com/pt-br
Créditos das fotos:
- @Gabbyrsalazar
- @FabianPinto
- @VanessaLuna
