Gestão colaborativa centrada em povos Indígenas e comunidades locais: Análise executiva da oficina

Compartilhe este conteúdo

Este documento reúne os debates e reflexões dos participantes do workshop “Gestão Colaborativa Centrada nos Povos Indígenas e Comunidades Locais”, realizado entre 1 e 4 de setembro de 2025 em Manaus, Amazonas, Brasil.

Mensagens-chave: Lições para uma gestão colaborativa eficaz na Amazônia 

  1. Conservação é relacional: Conservação não é apenas proteger a natureza. Também é cultivar relações saudáveis entre humanos e natureza. Os ecossistemas perduram onde as relações de reciprocidade, respeito e responsabilidade mútua permanecem intactas.
  2. Comunidades como protagonistas, não beneficiárias: Uma gestão colaborativa eficaz posiciona os povos indígenas e as comunidades locais como tomadores de decisão, detentores de conhecimento e co-criadores de soluções territoriais.
  3. Responsabilidades compartilhadas criam benefícios compartilhados: Papéis claros, responsabilidade mútua e distribuição equitativa de custos e benefícios reforçam o compromisso de longo prazo entre diferentes partes e atores.
  4. Confiança e relacionamentos são construídos ao longo do tempo: A colaboração depende da confiança construída por meio de engajamento contínuo, transparência, reciprocidade e interação contínua ao longo do tempo.
  5. Direitos territoriais e de governança criam condições de conservação: Garantir direitos territoriais, instituições funcionais e estruturas de governança culturalmente adequadas criam condições propícias para uma colaboração e conservação eficazes.
  6. Coprodução de conhecimento e aprendizagem mútua: Integrar sistemas de conhecimento indígenas, locais e científicos melhora a tomada de decisões, fortalece a legitimidade e gera soluções mais relevantes.
  7. Inclusão e participação intergeracional: A participação significativa de mulheres, jovens e vozes comunitárias diversas fortalece os sistemas de governança e a resiliência a longo prazo.
  8. Modos de vida e conservação como objetivos complementares: Os esforços de conservação são mais sustentáveis quando também fortalecem as economias locais, os valores culturais e a gestão territorial.
  9. Processos adaptativos e contínuos: A gestão colaborativa não é um modelo fixo, mas um processo contínuo de aprendizado e adaptação às condições sociais e ambientais em mudança.

 

Editora:
Projeto Poder das Conexões da UF

Publicações:  
August 2026

Autores

Zapata-Ríos, G.; Campos-Silva, J.; Espin, J.; Kainer, K.; Luna, V.; Dain, J.; Espada A.L.V.; Melo Futada, S.; Mello, D., Loiselle, B. & Useche, P.

Idioma: Português
Aqui estão as versões em espanhol e inglês.

Palavras-chave
Pan-Amazônica; co-gestão; gestão comunitária; conservação biocultural; conhecimento local; governança colaborativa

Aqui está o relatório completo.

plugins premium WordPress